terça-feira, 9 de janeiro de 2018

“Profissões e profissões”




Quando se vai construir um prédio, uma casa, uma ponte, o engenheiro civil é obrigatoriamente chamado para que haja um trabalho seguro, para que ninguém se machuque. O mesmo acontece com um médico, um psicólogo, um arquiteto, um advogado, são profissionais que precisam ser formados para executarem suas funções.

Quando pensamos em um professor sabemos que por lei, ele também precisa ter sua formação em um curso de Licenciatura que vai prepara-lo para formar justamente os engenheiros, médicos e advogados do futuro.

Contudo, parece que essa profissão é cada vez mais menosprezada pela própria sociedade que aceita profissionais não formados e que muitas vezes acha que pode se ensinar em casa, o chamado homescholing.

Se pensarmos o mesmo para todas as profissões acima citadas, não precisaríamos de médicos já que muitas vezes o conhecimentos populares de plantas e ervas já bastaria, de engenheiros já que um matemático pode fazer determinados cálculos.


Enfim, para que a educação no Brasil realmente chegue onde deve chegar é preciso que se dê valor e  importância a formação do professor. 

“Insatisfações irracionais”



O ser humano parece estar cada vez mais insatisfeito com sua própria natureza. Nasce de um jeito e quer mudar não satisfeito com a aparência que tem.

O padrão social da magreza faz com que muitas meninas emagreçam de uma forma exagerada e se tornem, muitas vezes, anoréxicas ou com bulimia por simplesmente não estarem contentes com o próprio corpo.

Não é apenas a questão da magreza que está o descontentamento humano por seu próprio corpo, em tempos modernos, homens querem ter corpo de mulher e mulheres querem ter corpo de homem.

Tudo o que vai contra a natureza certamente não é bom, deixar de comer ou tomar hormônios é algo que certamente faz mal à saúde humana.

O que chama a atenção é que o ser humano cada vez mais se preocupa com pequenas peculiaridades talvez sem sentido e, se diz racional enquanto outros animais aceitam seus corpos e não se preocupam se são magros ou gordos.


Tanto que se investe, que se preocupa com as coisas tão pequenas enquanto a humanidade implora por curas de doenças graves, saneamento básico, educação, segurança. E ainda se diz que o homem é dotado de razão, falta descobrir que razão é essa.

“Assistência social e educação”



Hoje existem muitas ONGs porque o Estado não consegue cumprir seu papel social de proteção principalmente à infância, à adolescência, à família, à orientação da família.

Muitas dessas ONGs trabalham com violência doméstica e/ou com crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, mas, parece que a sociedade fica alheia ao trabalho dessas organizações muitas vezes achando que são patrocinadas, não sabendo que elas recebem fundos das prefeituras que possuem suas Secretarias de Assistência Social, seus Centros de Referência de Assistência Social por região do município justamente para apoiar a população carente e orientá-la, além de orientar também as ONGs.

Os Conselho Tutelares estão abarrotados de casos a resolver e, por isso, muitas vezes, demoram a atender demandas de escolas, por exemplo.

As ONGs não são organizações que qualquer um abre, é preciso que tenha um Assistente Social e um registro na prefeitura, é como uma escola que precisa ter um Pedagogo Gestor e também um registro na prefeitura.

E, quando se fala em educação e assistência social o que se vê é que urge a necessidade de assistentes sociais em escolas para que se possa deixar questões como essas claras e fazer a ponte entre escola e família.


Há muito ainda que a sociedade precisa saber antes de pensar coisas que não são verdadeiras.

“Criticidade – O papel da escola em formar cidadãos críticos”

Muitas pessoas criticam de modo ruim a TV, principalmente de novelas. Contudo, dão audiências a séries e filmes internacionais. E a pergunta que fica é se o que vem de fora é melhor do que é produzido no país.

A TV era antigamente a chamada “babá eletrônica” e perdeu espaço para jogos eletrônicos em tabletes e celulares e para a internet.

De qualquer forma, a mídia sempre fez esse papel de “babá eletrônica” e sempre precisou de um controle dos adultos.
É dito que a novela ensina coisas impróprias ao povo, que é uma manipuladora de massas, porém, qualquer mídia é capaz de manipular, um anúncio publicitário, um jornal seja no rádio, impresso ou televisivo.

Tudo o que lemos, vemos e ouvimos necessita de criticidade, precisamos saber fazer a leitura de mundo e saber valorizar o que é nosso e não o que vem de fora. E isso sendo passado na escola estaremos formando cidadãos críticos também.

domingo, 30 de julho de 2017

Deveria ser o que realmente queremos ser




Atualmente se fala muito sobre trans-sexual, bissexual, lésbicas, gays, travestis. Enquanto muito são contra outros tantos não têm nada contra.

A medicina aparece para dizer que é de nascença, ou seja, a pessoa já nasce com uma determinada orientação sexual, já muitos evangélicos tratam como doença. O que será que faz uma pessoa não aceitar seu próprio corpo? O que faz com que ela goste de pessoas do mesmo sexo que ela ou dos dois gêneros.

Realmente gênero e sexo muitas vezes confunde a cabeças das pessoas, mas o gênero, é masculino ou feminino (biológico) e o sexo é a orientação sexual. Fica complicado de entender que uma mulher quer ter corpo de homem, mas, ela não é lésbica, é homem. Que um homem aceita seu corpo, mas tem uma mulher no coração e na alma.
Quanta coisa mudou em tão pouco tempo e não foi só tecnologicamente dizendo, porém, no comportamento humano também. Será que a sociedade está mais aberta? As pessoas estão diferentes?

As ciências sociais costumam afirmar que o homem é produto do meio e ele transforma o meio. Claro que isso não quer dizer que se a pessoa nascer em uma família de lésbica, será lésbica. Contudo, vivemos numa sociedade construída por seres humanos e ondes esses seres humanos vivem. Regras são impostas, papeis são impostos.
Uma menina, por exemplo, a infância toda vai ganhar boneca de presente, brincar de casinha, sonhar com histórias de princesas, será ensinada a gostar de bijuterias, cosméticos, vestidos, bolsas, salto alto... já um menino vai brincar de casinha e será ensinado a gostar de futebol, de cerveja, de carros. Tudo isso é apenas a sociedade moldando seus indivíduos do modo como ela acha certo.

Estamos no século XXI e ainda vemos anúncios publicitários na TV com mulheres cuidando da casa e dos filhos e às vezes até propagandas políticas falando de feminismo, mas, dizendo que a mulher tem jornada dupla ou tripla. Isso só demonstra que a mulher ainda é vista como a progenitora, a cuidadora e que simplesmente foi trabalhar fora. Como se alguns desses papéis coubessem só a ela e ela mesma acredita nisso e acaba não mudando, pois, a sociedade é moldada ainda assim.

Então, numa sociedade assim, quem não se encaixa nesses padrões certamente irá querer algo diferente, um corpo, uma mente, uma alma, porque assim poderá fazer o que realmente acha certo de fazer independentemente de gênero. Ora, homem já usa brinco, colar, anel, há muitos homens vaidosos que frequentam barbearia, há muitas mulheres motoristas, policiais, lutadoras de MMA e que preferem um jeans, um tênis e uma camiseta ao invés de um vestido. Os escoceses usam saia sem problemas.


Enfim, ser vaidoso, gostar de cuidar da própria casa e dos próprios filhos, não é coisa só para mulheres, não gostar de salto, bolsa, vestido maquiagem ou shopping, gostar de futebol e carro, não é só para homens. Se queremos realmente uma sociedade com igualdade de gênero precisamos pensar nisso e, quem sabe assim, as pessoas vão se sentir mais livres e não brigarão mais com sua própria natureza.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Caminho contrário




A Finlândia que possui um dos melhores sistemas de ensino do mundo, , diferente do Brasil, não deixa seus jovens muito tempo na escola e não existe educação privada, apenas pública e de qualidade.

A carreira de professor é tão valorizada que chega a ser concorrida que as tradicionais medicina, direito e arquitetura.

Um professor finlandês ganha muito bem, contudo, precisa ter o grau mínimo de mestrado.
Isso nem sempre foi assim. Até meados do século passado ele era um país pobre que resolveu investir em educação.

O Brasil parece caminhar para o caminho oposto, as faculdades de licenciatura estão cada vez mais vazias, o professor é cada vez mais desvalorizado e não há uma preocupação com sua formação, o que faz com que encontremos leigos trabalhando na área.
Além de não haver uma preocupação com políticas públicas que integrem responsabilidades familiares com educação formal, o que faz com que escolas se tornem cada vez mais “depósitos” de crianças e adolescentes onde há “babás” com formação universitária para cuidar deles.

Obviamente que cada país e um país e não se pode comparar um povo a outro pelas formações históricas e sociais serem diferentes, porém, é preciso mudar e é possível se fazer essa mudança, desde que governo e povo caminhem juntos.
Assim, o povo e os políticos brasileiros têm muito a aprender com os finlandeses, pelo menos no modo como dão tal importância à educação.