domingo, 31 de maio de 2015

Vidas descartáveis

Assistindo a um programa na TV sobre bichos de estimação achei interessante o que o dono de um gato com problemas disse, que se livraria do bichano caso a sua agressividade fosse resolvida. Interessante porque fica claro como as pessoas simplesmente descartam seus problemas. E se ao invés de um gato fosse um marido, uma esposa, um filho? Não é à toa que há tantos divórcios hoje em dia e tantas crianças em conflitos familiares.
Trabalhando todos os dias com adolescentes vejo a mesma coisa e ouço também: "aquele lá é horrível dá até vontade de socá-lo" - quando investigamos a vida do jovem em questão entendemos o porquê de ele ser "horrível" - é excluído pela própria família e a sociedade ainda o exclui mais.
Claro que não falo de adolescentes criminosos, apenas de adolescentes comuns que perderam a vontade de estudar.
Chego a conclusão de que os lugares que deveriam ser mais humanizados como escolas e hospitais são os mais desumanizados onde o preconceito é grande e onde é mais fácil descartar do que resolver o problema. Aliás, atitude que está intrínseca na própria sociedade.
Nada é fácil, mas nada é descartável, muito menos vidas sejam humanas ou não.

domingo, 17 de maio de 2015