terça-feira, 27 de dezembro de 2016

O natal e a intolerância religiosa




É natal e todas as famílias comemoram juntas essa festividade. Nem sempre. Apesar de o natal estar ligado a uma festividade cristã, ele existe há mais de sete mil anos quando povos antigos celebravam Mitra, a Saturnália e o Yule. Resumidamente, o Solstício de Inverno (no hemisfério norte) quando se entrava na escuridão para se renascer na primavera. A partir do Solstício de Inverno os dias se tornavam cada vez mais longos e essa luz a mais no dia deles que era celebrada.

Mitra era celebrado justamente dia 25 de dezembro. A igreja para trazer mais seguidores para si acabou usando essa data para o nascimento de Jesus, já que a bíblia fala do nascimento, mas não cita datas.

Uma festa pagã, virou cristã e comércio. Seria a hora perfeita de muitas famílias se reunirem, aproveitarem a celebração para estar juntas. Muitas delas o fazem, porém muitas não. Muita gente simplesmente usa o feriado para viajar, o que é compreensível, pois, há famílias só de judeus, só de budistas ou que misturam budistas, com judeus, com israelitas, com wiccanos, etc. . Contudo, se uma família possui cristãos e outras crenças, por que não estar juntos? Muitas vezes a intolerância religiosa é a chave para a falta de paz até mesmo entre membros de uma mesma família. Papai Noel pode ter ficado com a festa de Jesus, mas, Jesus também ficou com a festa de Mitra e de todos os pagãos que foram obrigados a se cristianizar ou eram queimados na fogueira como bruxos.

Então, natal deveria ser apenas um feriado de união já que possui tanta história e coisas diferentes.

O que jamais deveria haver é a imposição de uma crença como se estivéssemos ainda no tempo dos jesuítas. Se a religião é mesmo boa e ensina a amar, então deve ensinar também a respeitar e a deixar livres outras crenças mais antigas. Caso contrário, o nome seria hipocrisia. Lembrando que o Estado é laico e isso deve ser seguido, deve haver liberdade religiosa sem imposição e nem preconceito. O Uruguai dá esse exemplo levando a sério o Estado laico, não tendo qualquer feriado religioso como dias de padroeiros, por exemplo. Lá, em 1917 o Estado se separou por completo da Igreja. Existe a liberdade de crer ou não crer e no que se crer e no que não se crer. Um direito de qualquer ser humano para que ninguém tenha nada  contra a crença ( ou a falta dela) de ninguém.

domingo, 27 de novembro de 2016

Violências e soluções




Há uma música da banda oitentista Legião Urbana que diz: “a violência é tão fascinante” e outra que diz “a violência é vizinha da maldade”. Há vinte anos se falava já tanto sobre violência, de uma possível fascinação que o ser humano possa ter por ela e que ela estaria ligada à maldade. São coisas muito interessantes para se pensar.

Sabe-se que violência gera violência e talvez essa seja a melhor resposta também para a violência escolar que acontece em grande parte em escolas públicas que estão muitas vezes inseridas em áreas de risco e com uma clientela vulnerável talvez que sofre de violência doméstica. Então, estudantes que sofrem desse tipo de violência em casa acabam trazendo isso para a escola onde se gera mais violência.

Obviamente que, em outros casos, também acontece de os pais não saberem impor limites aos seus filhos e eles pensarem que podem fazer tudo o que quiserem.


Enfim, o que se deve mudar não é uma coisa ou outra na escola apenas, são as famílias, a base desses alunos, é preciso acabar com a violência doméstica, é preciso ensinar as famílias que a educação dada aos seus filhos influencia na escola e com certeza na sociedade. Isso não é fácil e nem é papel da escola, isso deveria ser feito com Assistentes Sociais dentro da escola, dentro da casa dessas famílias. Hoje algumas ONGs já tentam fazer isso, mas é preciso ir muito mais além. O que se espera é que a lei federal que obriga que a presença de Assistentes Sociais nas escolas seja obrigatória finalmente seja votada e sancionada.

domingo, 6 de novembro de 2016

O direito de um e o direito do outro




Nesse final de semana milhares de estudantes no Brasil inteiro estão prestando a prova do ENEM como acontece todos os anos. Porém, esse ano algo está diferente: haverá dois finais de semana para a aplicação da prova, uma agora e outra em Dezembro, pois, muitas escolas estão ocupadas por estudantes que protestam contra a nova PEC do governo federal e contra a reforma do Ensino Médio proposta pelo MEC.

Dois tipos de provas significam, com certeza muito mais gastos e muitas pessoas entendem que gastando mais talvez o governo queira lucrar mais. Num país com tanta corrupção não é difícil acreditar nisso. Por que não tirar os estudantes de escolas ocupadas que estão tirando o direito de outros de aprender e de prestar uma prova tão importante para o ingresso em uma universidade?


Sim, há o direito a protestos, a ditadura terminou na década de 80, mas por lei a também, o direito ao estudo. Então, os protestos deveriam continuar sim, contudo sem prejudicar outros, porque do que adianta protestar e prejudicar outros. Puro egoísmo. As duas coisas podem acontecer e assim certamente deveria ser ainda mais em um país onde a educação é uma das piores do mundo. 

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Uma profissão desvalorizada pela própria sociedade...




Há 10 dias comemorou-se o dia do professor no Brasil. Mas o que é realmente ser professor? Hoje essa é uma das profissões mais desvalorizadas no país, não apenas pelos baixos salários e más condições de trabalho, mas também, pela desvalorização da própria sociedade que parece entender que qualquer um pode ser professor, o que não é verdade.
A própria LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) prevê que professor é aquele que tem uma licenciatura, e assim, pode lecionar em escolas regulares. E é algo muito importante pois, há um conjunto de saberes necessários ao trabalho docente que não pode simplesmente ser ignorado, é preciso que se reconheça que há um conhecimento específico para essa profissão assim como há para outras profissões.
Formar bons professores, valorizá-los, melhorar suas condições de trabalho e ainda saber que há sim faculdade que formam mestres e que são faculdades tão importantes como as outras é o que o Brasil precisa fazer para melhor seus índices de educação.

Faço das minhas palavras todas as palavras que estão em: http://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2015/10/15/e-dificil-achar-bons-professores-mas-quase-ninguem-quer-lecionar.htm

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

A tal reforma do ensino médio...



Muito tem se falado na reforma do Ensino Médio no Brasil e agora ainda mais depois da medida provisória do governo federal que muda muitas coisas nesse ensino, inclusive a carga horária que passaria de 800 para 1200 horas tornando o Ensino Médio como integral. Mas, o que se esquece é que muitos jovens começam a trabalhar aos 14 anos como aprendizes e depois aos 16 entram no mercado de trabalho. O que seria desses jovens? Não se pode simplesmente obrigar que jovens passem o dia todo na escola, não se pode  obrigar que todas as escolas que têm Ensino Médio virem escola de tempo integral sendo que precisam atender também a demanda ao Fundamental II e não possuem estrutura para um ensino integral.

Isso certamente não resolveria o problema, seria apenas como podar os galhos de uma árvore doente, é preciso cortar o mal pela raiz e esse mal está na sociedade, nas famílias que já não acompanham suas crianças no estudos e nem que as incentivam para tal. Além disso, é preciso dar opções de estudos, de outros tipos de estudo, pois, muitos não nasceram para carreiras mais acadêmicas e sim, para carreiras mais práticas. Por que não criar boas oficinas de padaria, marcenaria dentre outros serviços? Por que não aumentar a oferta de cursos técnicos que vão além da área de exatas? Com isso teríamos também bons trabalhadores, qualificados e se daí o adolescente se interessasse em continuar estudando ele poderia tranquilamente.

E, por fim, a formação e valorização docente também deveria mudar. Uma faculdade de pedagogia ou licenciatura deveria ter 5 anos e não apenas 3 como muitas têm. Sendo que as melhores tem 4.
Deveriam trabalhar na educação realmente só os profissionais formados e qualificados para isso, assim como acontece em áreas como engenharia, direito, etc. . Estamos falando de trabalhar com seres humanos, em forma-los e isso é muito sério.

Muito no Brasil precisa ser mudado, não é uma medida provisória sem nexo que resolverá o problema é não adianta se espelhar na educação de outros países, é preciso se espelhar na nossa realidade.


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Os dois lados da moeda



Nesse último domingo aconteceram as eleições municipais no Brasil.

Segundo foi mostrado na televisão, muitos lugares tiveram uma votação mais limpa, sem tantos "santinhos" no chão, mas, em outros a sujeira era demasiada, praticamente um chão branco de tanto papel. Algumas pessoas também foram presas por praticarem a chamada "boca de urna".

De um lado vemos um governo corrupto que quer se eleger a todo custo apenas para alcançar o poder e a riqueza, por outro lado, vemos um povo que não sabe respeitar a democracia cometendo crimes eleitorais e ainda não tem respeito pelo próprio espaço jogando tanto lixo nas ruas.

Isso nos faz pensar que, muita coisa em relação à política precisa ser mudada, porém, a mentalidade de muitos brasileiros também precisa ser mudada.

É como mais ou menos acontece na educação. Diz-se que os governos não investem em educação, o que claramente é verdade, mas, os que trabalham em escolas públicas, principalmente estaduais, sabem que o alunado não dá valor ao que lhes é oferecido, destruindo material didático que lhes é ofertado, praticando o vandalismo e o desrespeito para com funcionários e docentes.

Enfim, isso nos faz concluir que, estamos numa grande balança que tende a cair dos dois lados.
É preciso que os dois lados melhorem para que haja um equilíbrio positivo.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Segregação tecnológica




A sociedade vai mudando e sendo moldada pela tecnologia. Antigamente, quando não existia internet, nem celular, nem TV a cabo, nem computador, as pessoas conversavam mais, principalmente as famílias que sentavam à mesa na hora pelo menos da janta e do almoço nos finais de semana.

Hoje as pessoas saem juntas, para comerem juntas, vão a um bar ou restaurante e cada uma fica no seu celular. Em casa é a mesma coisa, os filhos chegam da escola e vão direto para a frente da TV, computador ou celular. E ninguém tem mais paciência para nada, pois, com a tecnologia é tudo rápido, instantâneo.

Quando falta energia elétrica as pessoas se desesperam, não sabem o que fazer em casa, ficam perdidas sem TV, computador e celular que não tem como carregar a bateria. Por que, então, não sentar com a família e conversar? Por que então não pegar um bom livro de papel e ler? Por que não brincar com os filhos no quintal? Há tantas coisas que dá para se fazer sem depender tanto da tecnologia.

É preciso que pais passem esses exemplos aos filhos, que os ensinem a conversar, a ler, a ter paciência, pois, tudo na vida não é instantâneo como a tecnologia falsamente nos mostra. O mundo real é diferente do virtual.

A tecnologia veio para ajudar, mas o que parece fazer é segregar cada vez mais uma sociedade.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Para pensar...




É incrível como no Brasil política é igual a futebol, pura diversão, puro fanatismo. As pessoas parecem que não vem a política como um todo e sim como idolatria a uma única pessoa. Como se ela fosse governar sozinha... Como se toda a equipe que foi eleita com ela não contasse... Como se não houvesse interesses... A lei do coitadinho chega até ao mais alto cargo político do Brasil. Uma pessoa sozinha não governa uma nação. Ela tem aliados. É como uma grande empresa. Ninguém vota em santo ou em salvador da pátria. Não se pode se deixar levar pelo carisma de alguém. Na política há muito, mas caráter quase nenhum. Quem faz um país é um povo, se isso não fosse verdade, Berlim não seria o que é hoje, pois, depois da guerra quem a reconstruiu foi o povo, as mulheres do povo. Pode entrar e sair governo que o país não vai melhorar enquanto o povo não tiver educação, respeito às leis, ao que é dele mesmo e a ele mesmo sempre querendo dar um jeitinho. Enquanto o povo não se ver como um povo indígena, descendente de europeus e negros que deve ter igualdade entre si independente da cor da pele. Não adianta protestar, é preciso olhar ao redor e corrigir o que está errado. Esse é o mal do Brasil, esperar que a solução venha sempre só de cima.

Golpe não é porque uma presidente saiu, golpe o próprio povo dá nele mesmo desrespeitando leis ambientais, leis de trânsito, desrespeitando filas especiais para idosos e deficientes físicos. Golpe a sociedade há muito tempo dá no país. A educação que não vem de casa, o desrespeito a falta de moral. Sociedade hipócrita essa que não vê o mal que faz a si mesmo e apenas culpa a política, esquecendo que os políticos também fazem parte da sociedade. É hora de mudar a sociedade, a mentalidade brasileira para que se mude o país. Chega de dar golpe em si mesmo.


É interessante como as pessoas praticam vandalismo, jogam lixo na rua, desrespeitam leis de trânsito, desrespeitam idosos e deficientes... Na educação pública é possível ver o tanto de dinheiro que é desperdiçado com material didático por os próprios estudantes que o destroem. Além de pichar paredes e até colocarem fogo na cortina da sala. E também desperdiçarem comida fazendo guerra com ela. E a culpa é sempre só dos políticos. A impressão que se tem é que nesse país ninguém está nem aí pra nada. .Daí pessoas desse mesmo povo chegam à politica e claro, o que faziam como povo continuarão a fazer como políticos. Um pouco de educação e respeito faria esse país melhorar e muito! Só mudando a mentalidade de um povo é que mudamos um país. Exemplos? Japão, os países da Escandinávia...

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Comprar, comprar até o sol apagar

Maria Antonieta




A MARIA ANTONIETA TROPICAL
NÃO ENTENDE GRANDE COISA MAIS NÃO FAZ MAL
UM CARRO NOVO E UMA CASA MAIOR
FAZ ELA ACREDITAR SER ALGUÉM MELHOR
ELA É SÓ UMA GAROTA MIMADA
COM AS ROUPAS CERTAS E AS IDÉIAS ERRADAS
UM GRANDE E RELUZENTE DIAMANTE
FAZ SEU CORAÇÃO PARAR POR UM INSTANTE
MIAMI É A TERRA PROMETIDA
TER SEMPRE MAIS DÁ SENTIDO À SUA VIDA
COMPRAR, COMPRAR
ATÉ O SOL APAGAR
COMPRAR, COMPRAR
VAI GASTAR DINHEIRO
ATÉ DESMAIAR
SUA PELE É PERFEITA, TUDO NO LUGAR
ELA QUER SER ELEITA A MAIS BONITA E POPULAR
NADA DE BEBIDAS, NADA DE FUMO
A SUA DROGA FAVORITA É MESMO O CONSUMO
ELA OLHA EM VOLTA MAS NÃO VÊ POBREZA
QUE OS OUTROS COMAM O QUE SOBRAR DE SUA MESA
UMA GRANDE MONTANHA DE RUBIS
É O SEU SONHO O QUE ELA SEMPRE QUIS
AS LOJAS DA CIDADE SÃO A TERRA PROMETIDA
TER SEMPRE MAIS DÁ SENTIDO À SUA VIDA
COMPRAR, COMPRAR
ATÉ O SOL APAGAR
COMPRAR, COMPRAR
VAI GASTAR DINHEIRO
ATÉ DESMAIAR
A NOSSA PRINCESA TROPICAL
DORMIU E PERDEU UMA HISTÓRIA VITAL
TALVEZ FOSSE BOM LHE CONTAR O FIM
DA MARIA ANTONIETA ORIGINAL
DA SORTE É MELHOR NÃO ABUSAR
É BOM MANTER A CABEÇA NO LUGAR
SILICONE, COLUNA SOCIAL
DARIA SUA VIDA PRÁ SAIR NO JORNAL
CINCO ESTRELAS, ESTAR NA TV
ELA SE ACHA MELHOR DO QUE VOCÊ


Essa música reflete bem o problema do consumismo hoje em dia, as pessoas parecem só se sentem bem quando compraram e o pior é quando isso se torna um vício, uma doença.

Possuir roupas de marca, roupas caras, os melhores carros, casas, tênis. Não se pensa o quanto o consumismo faz mal à pessoa e também ao meios ambiente, pois, quanto mais consumimos mais lixo se acumula, mais água é preciso para fabricar produtos.

Um vida mais simples talvez fique mais longe também da inveja e de uma felicidade que não é real. O que faz um ser humano feliz nunca teve preço e nunca terá. E há muitas coisas que o dinheiro não pode comprar.

Quem sabe um dia o ser humano invista mais em saúde e consiga descobrir as curas de doenças que há tempos são incuráveis.

Estudos dizem que as pessoas que compram demais, que se preocupam tanto com marcas também tratam amizades e relacionamentos como descartáveis, tudo se torna descartável para elas.

É algo preocupante que está intrínseco na sociedade moderna e que requer muita atenção e cuidado. 

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O mundo e seus mundos




Vivemos num mundo onde ser igual é normal e der diferente é estranho. E isso não apenas em relação a deficiência física,  raça ou orientação sexual, mas a muitas outras coisas também.

No mundo ocidental parece ser obrigatório casar, gerar filhos, ser cristão e carnívoro como se fosse normal ser assim e anormal não ser. Um vegano, por exemplo, é visto como quase uma pessoa de outro planeta por não consumir qualquer coisa de origem animal.

O que parece que não se entende é que há pessoas que não gostam de quiabo, chuchu ou jilo assim como há pessoas que não gostam de carne vermelha,  frutos do mar ou frango. Tudo uma questão de gosto, apenas isso.

Da mesma forma como parece não haver entendimento quanto ao fato de nem todos acreditarem no mesmo deus, em um único deus ou simplesmente acreditar em outras coisas que não estão ligadas à região. Questão de vivência, de ponto de vista.

Um casal que optou por simplesmente não querer ter filhos ou não querer gera-los também é julgado mesmo que silenciosamente. Há pessoas que não nasceram para ser pais, e com certeza isso não deve ser forçado pelo próprio bem da criança. Assim como há mulheres que não possuem fisiologia para gerar um filho, contudo, se dispõe a adotar uma criança às vezes até mais velha e se dão muito bem com isso.

Enfim, não é questão de ter todos que serem iguais, com os mesmos gostos e nem de ser radical quando se é visto como diferente. É uma questão de haver iguais e diferentes para que haja um equilíbrio de tudo.



terça-feira, 16 de agosto de 2016

O que aprendemos com as olimpíadas




A Olimpíada no Brasil está acabando e começamos a pensar em tudo o que aconteceu, entre coisas boas e coisas ruins.

Dois alemães mortos em acidente de táxi, uma câmera que caiu e feriu sete pessoas, ônibus com jornalistas estrangeiros que foi apedrejado, carro da patrulha nacional fuzilado com tiros em favela, piscina verde, falta de comida ao público no primeiro dia e de organização na entrada dos jogos. Tudo resolvido, ou quase, no caso dos crimes não. Trens e metrôs andando bem, pessoas felizes, 3 medalhas na ginástica artística masculina, ouro no judô, ouro no salto com vara, bronze na natação em mar aberto e no judô, entre outras medalhas. A ginástica artística entre as seis melhores do mundo. O futebol masculino que começou mal...


Enfim, a olimpíada ainda não acabou, porém, muito já aconteceu. Os estrangeiros foram bem recebidos, o Rio ficará com o legado com tantas coisas boas e o Brasil com medalhas. Contudo a Olimpíada é no Brasil e, por isso, o dinheiro investido deveria ser revertido também em coisas boas para o Brasil todo, em todas as regiões e não só para o Rio. Os atletas que ganharam medalhas suaram muito a camisa para chegar onde chegaram, alguns anteriormente chegaram até a desistir do esporte. Faltou incentivo ao esporte brasileiro. É preciso pensar que é um absurdo jogadores de futebol ganharem milhões e irem jogar fora enquanto outros atletas se matam por aqui em outros esportes. Não somos o país do futebol, somos o país do judô, da ginástica artística, do salto com vara, do vôlei de quadra e praia que tem nos dado muito orgulho. Somos um país que precisa investir na educação, na saúde, na segurança e no esporte.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

A adolescência tardia e inteligente



Hoje muito se fala na adolescência que termina apenas aos 30 anos, pois, os filhos estão demorando mais para sair da casa dos pais. Se antigamente o importante era casar e ter filhos, hoje é mais importante ter uma boa faculdade e estudar mais. Enquanto fazem tudo isso os jovens não precisam se preocupar com suas contas e podem pagar por tudo também além de juntar dinheiro para terem um carro e uma casa própria.

Depois, saem de casa com um bom emprego, às vezes vão trabalhar em outras cidades longe da família e daí amadurecem, pois, com certeza se a pessoa mora sozinha, mas tem os pais por telefone não amadurece. Sair de casa sozinha, ir morar numa cidade longe onde tudo é diferente, não ter ninguém por perto, sem poder falar por telefone para não gastar com DDD, usando apenas a internet, a coisa muda de figura e a pessoa muda também.

Muito se pensa que apenas casando, tendo filho e saindo de casa a maturidade virá, o que não é verdade. Assim, aqueles que ficaram até mais tarde na casa dos pais, depois vivenciaram uma experiência no exterior e uma experiência de morar sozinho em outra cidade, certamente vão pensar em casar apenas depois dos 35 e ter filho apenas depois dos 40 com uma vida mais segura e o que é mais importante, mais madura.

O jovem do século XXI está pensando mais amplamente, pensando em ir mais longe do que o dos séculos anteriores. A vida está mais extensa, a expectativa de vida é maior, então para que logo casar e constituir uma família se há muito mais para se fazer antes e depois curtir com calma a família e os filhos?
E também construir uma família tendo mais maturidade e experiência, o que de certo, fará com que os filhos tenham pais adultos e não pais crianças como eles.


terça-feira, 12 de julho de 2016

Educação base para chegar à universitária





Interessante como no Brasil se dá tanta importância ao ensino universitário e pedagogas que trabalham na Educação Infantil  com crianças de 0 a 5 anos são vistas como meras babás universitárias.

É preciso entender que sem uma educação de base não se chega a uma universidade. Todos, independentemente da raça, cor, credo, classe social têm direito a uma educação básica de qualidade e alcançar igualmente uma vaga na universidade sem precisar de cotas e bolsas. Basta ter esse tipo de educação e o esforço de quem realmente quer estudar e chegar à academia.


Além de universidade deveria haver cursos para ensinar ofícios como padeiro, carpinteiro, mais cursos profissionalizantes em mais áreas, e a faculdade. Tudo com qualidade para formar bons profissionais independente do nível.

Amor sem fronteiras




No canal a cabo GNT há um programa interessante chamado “Histórias de adoção”. No último episódio mostrou um casal gay  que adotou 4 irmãos, sendo que, o casal é branco. A menina mais velha tinha 12 anos e a mais nova 4.

Um grupo de irmão, isso significa que os pais abandonaram não apenas um, mas quatro filhos. E então se fala do instinto materno... Que instinto? Talvez o ser humano tenha instinto ainda de reprodução e só. Dois homens  gays com instinto materno? Não, com humanidade mesmo.


A partir do momento que se entender que ninguém é obrigado a ter filhos, a humanidade muda. As pessoas podem ter o sonho também de não ter filhos ou de simplesmente adotar por pura primeira opção, isso não muda o caráter de ninguém. Apenas no caso da adoção demonstra maior altruísmo – alguém sem seu gene, porém, com grande amor.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

O fim de uma cultura arcaica, violenta e machista.




Muito está se falando na mídia e nas redes sociais sobre a violência sofrida por uma menina de 16 anos no Rio de Janeiro com 33 homens envolvidos.
Com isso, a revolta feminina foi clara nas ruas e na internet, mulheres, claro, clamando por uma sociedade mais justa e mais igual.
Punir os responsáveis por todos os crimes que envolvem violência contra as mulheres é um começo, contudo, não é o fim.
É preciso que haja uma mudança na criação de muitas crianças, que elas sejam criadas sabendo respeitar gênero, raça, classe social e a se respeitar mutuamente. Além de que, meninas não sejam criadas como se fossem aprendizes de dona de casa, não podendo gostar de carro, por exemplo. E que o mesmo aconteça com os meninos, que não sejam criados para serem chefes de família que trazem o sustento para casa e pronto. É necessário que se ensine que homens e mulheres são responsáveis pelos trabalhos domésticos, pela criação dos filhos e pelo sustento da casa. Meninas devem brincar também de carrinho, assim como meninos devem também brincar de casinha, pois, no futuro eles poderão gostar e fazer o que quiserem, sem diferença de gênero.
Ainda vivemos em uma sociedade machista onde muitas vezes a própria mulher é machista sem perceber, achando, por exemplo, que tem que ter uma jornada tripla de trabalhar fora, cuidar da casa e dos filhos, que deve servir ao homem. E muitas vezes isso está refletido em anúncios publicitários principalmente de produtos para bebês e para casa nos quais há quase sempre uma mulher falando e a imagem de mulheres. Não se deve pensar que a mulher é obrigada a saber fazer os trabalhos domésticos e o homem não. Os dois devem saber para se ajudarem e os filhos devem crescer aprendendo isso.
Homens e mulheres devem ter respeito e também se dar ao respeito.
É uma cultura que é difícil de ser mudada não só pela história e cultura, porém, muitas vezes por religiões do oriente e do ocidente que colocam a mulher em segundo plano, muitas vezes proibindo-a de usar as roupas que querem e de trabalharem fora. Mas tudo pode ser mudado e muitas vezes deve ser mudado, como a cultura do machismo.
Se uma mulher não sonha em casar e ter filhos é um direito natural dela. Se ela não sonha em ter filhos também, ou se sonha em adotar ao invés de engravidar. Não é porque é mulher que tem que casar, reproduzir e reconstituir família.
Enfim, enquanto toda uma mentalidade e uma cultura não forem mudadas continuaremos a ouvir sobre violência contra a mulher e não nos cansaremos de punir e punir os responsáveis. É preciso cortar o mal pela raiz.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Isso sim é Brasil


Atualmente no Brasil fala-se apenas em politica, política e politica. As pessoas estão brigando por causa de política. A presidente deveria ser impedida ou não? Foi ou não foi golpe? Uns defendem que sim, outros que não e saem brigando por causa disso como torcidas de futebol brigam por causa de seu time. O que não sabem é que na vida há três coisas pelas quais não adianta se discutir: religião, futebol e política. Não adianta é como se diz "querer discutir o sexo dos anjos", pura perda de tempo.
Por que, então, não falarmos das coisas boas que acontecem no país? Sem que seja, claro, futebol, política e religião.
Talvez poucos saibam, mas a ginasta brasileira Daniele Hypólito, de 31 anos, venceu a Copa do Mundo de Ginástica no último domingo (22/5) no Ginásio do Ibirapuera em São Paulo. Até para quem não entende muito desse esporte pôde notar a excelência da ginasta ao se apresentar. Seu irmão, Diego Hypólito, fazia os comentários pela TV Globo e foi muito bonito ver a emoção dele ao assistir a apresentação da irmã e vê-la ganhar.
Isso sim é exemplo de luta, esforço, superação e ainda união entre irmãos.
Assunto, com certeza a ser comentado e comemorado. Felizmente, o Brasil é muito mais do que políticos corruptos e futebol.


segunda-feira, 9 de maio de 2016

É circo ou é a educação brasileira?



A educação no Brasil está cada vez mais se transformando numa grande farsa, cada vez menos é dada a atenção necessária ao caráter social da educação e à seriedade com os profissionais dela.


A lei 9394/96 (lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) pontua que docentes são obrigados a ter uma licenciatura (graduação) para terem o direito de lecionar, porém, infelizmente essa lei não é cumprida. Hoje parece que qualquer um pode ser professor, que é uma profissão fácil que não precisa de qualquer estudo.


Enquanto isso, estudiosos permanecem em universidades presos a conceitos que eles mesmos não fazem a mínima ideia da realidade onde serão aplicados.


Por outro lado, as famílias simplesmente colocam filhos no mundo sem a menor responsabilidade, sem a mínima estrutura psicológica para cria-los.
 E, ainda, cursos de licenciatura que antigamente eram de quatro anos, e isso já era pouco, passaram a ser de três anos.


Como lhe dar com seres humanos sem uma formação adequada? Outras áreas que trabalham com seres humanos exigem forte formação e equipe de auxílio, como acontece na área da saúde, por exemplo.


Contudo, a educação não é importante, tão pouco tantos conceitos didáticos e pedagógicos sobre ela construídos.


E assim caminha a educação no Brasil, enquanto que, em países como a Alemanha, por exemplo, qualquer professor deve, no mínimo, possuir um curso de pedagogia.


 #perdendoodireitoaaprender 


domingo, 1 de maio de 2016

Controle

O que talvez falte no Brasil é um planejamento familiar, um controle de natalidade. Essa semana mesmo num Jornal de uma grande emissora brasileira mostrou uma mulher e seu filho com microcefalia. O grande problema não era só a microcefalia, mas também, o fato de ela ter mais onze filhos. Enquanto muitas famílias controlam o número ou adiam os filhos por justamente não terem estrutura financeira, outras vão tendo filhos como se ainda fossem trabalhar na roça e assim tivesse trabalho e comida para todos. Quem acaba sofrendo posteriormente é a própria criança que, com uma renda baixa dos pais, sofrerá com a limitação de comida e vestes. O problema não é o número de filhos que se tem, mas, o tempo de dedicação a eles, a estrutura financeira para dar-lhes tudo o que precisam materialmente também. Além de, quando mais a população cresce mais fica visível o problema da escassez de água e alimento. Não se pode deixar uma popular envelhecer, porém, há o outro lado também. Deve simplesmente haver um equilíbrio.

sábado, 16 de abril de 2016

Uma outra mentalidade

O grande problema do Brasil hoje é o assistencialismo. Tudo é dado, há a política do "coitadinho". O que está sendo esquecido é que há direitos e deveres e a grande parte da população brasileira pensa que só há direitos, é a política do "eu posso tudo" e isso se dá devido ao fato de, como se diz no popular, "não dá nada", não há mais punição, parece que cada um faz o que quer, o que for melhor para si.
Interessante foi uma reportagem mostrada no Jornal Nacional da TV Globo no dia 11/4/2016 que falava justamente sobre o coletivo, sobre corrupção, sobre o "levar vantagem em tudo". Foi aplicado um projeto na Faculdade de Tecnologia de Cornélio Procópio no Paraná que visava "medir" a honestidade do povo. Havia um freezer com picolés a 2 Reais e apenas uma caixinha para se depositar o dinheiro. Resultado, 2% de caloteiros. A ideia surgiu de um professor que esteve na Noruega e lá viu que as frutas e legumes ficavam na rua em frente às lojas, ou seja, a pessoa podia pegar uma fruta ou legume e simplesmente levar sem pagar, o que nunca acontecia. É obvio, pois, vai da mentalidade e da educação do povo.Talvez quando o Brasil tiver essa mentalidade não existirá mais corrupção no país, a educação será boa e não haverá tanto assistencialismo e a ideia do direito a tudo e o egocentrismo tão arraigado desaparecerão.


sexta-feira, 25 de março de 2016

O profissional da educação e sua formação

Tanta importância que é dada para a Educação no Brasil, mas ao mesmo tempo,  nenhuma é dada ao profissional da educação. Sim, o pedagogo e o licenciado.

Na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN - 9394/96) diz que o docente de escolas regulares precisa (é obrigatório) Pedagogia no caso de lecionar  para a Educação Infantil e para o Ciclo I do Ensino Fundamental (primeiro ao quinto ano) e Licenciatura em Letras, Matemática, Biologia, Educação Física, Arte, etc. para lecionar disciplina específica  para o Ciclo II do Ensino Fundamental (sexto ao nono ano) e para o Ensino Médio. Além disso, Licenciados em Arte, Educação Física também atuam no Ciclo I e Licenciados em Letras com habilitação em inglês são obrigatoriamente requisitados (por lei) para lecionarem Língua Inglesa na Educação Infantil e Ciclo I.

Temos que pensar que estamos lidando com seres humanos, então, assim como qualquer outro profissional, o da educação também precisa ser formado, e bem formado,  se atualizar e ser reconhecido por isso. 

segunda-feira, 21 de março de 2016

Nó social, nó na garganta

Vivemos o caos social que reflete no trânsito, na educação, na política.

A educação, a moral que antes vinham de casa não existem mais. Hoje as pessoas parecem mais ter filhos apenas por ter, apenas para seguir uma regra social do que realmente criar um ser com responsabilidade.

Se um casal ou uma pessoa resolve adotar tem de passar por um processo longo que inclui documentação, entrevistas com psicólogo e assistente social. Na direção contrária, se um casal resolve gerar um filho apenas geram e pronto, com ou sem planejamento, com ou sem vontade, com ou sem responsabilidade. Para, em alguns casos, a criança sofrer e ir para adoção. Contraditório.

Políticas sociais mal feitas, mal interpretadas, mal aplicadas. E uma história complicada que formou uma falta de consciência, uma cultura do assistencialismo na qual tudo é dado, não há valorização do público.

Um nó totalmente enrolado e amaranhado que é preciso achar a ponta, o início para que a mudança realmente se inicie.


domingo, 13 de março de 2016

Não é só ir pra rua...

No dia de hoje é possível ver pela televisão milhares de manifestantes nas ruas contra o governo Dilma, a favor da Polícia Federal, do juiz Sérgio Moro e contra a corrupção no país. Segundo está na mídia, mais de 100 mil manifestantes só em Brasília. O que é muito bom, pois, mostra a indignação de um povo, um povo querendo uma país melhor.

Por outro lado, é só também sair de casa e perceber que muito dessa política estragada vem da mentalidade tacanha de um povo. Não é difícil ver pessoas jogando lixo no chão, não respeitando sinais de trânsito, faixas de pedestre, filas e vagas especiais em supermercados, shoppings etc. . Muitas vezes é possível ver a falta de educação dos pais que é passada aos filhos.

Ora, quem faz um país é um povo e ninguém nasce político, o político vem desse mesmo povo que muitas vezes tem a mentalidade descrita acima. E tendo essa mentalidade sendo apenas um cidadão comum já não é bom, imaginemos quando um ser assim chega à política...

Enfim, que a política mude, mas que a mentalidade de muitos também mude.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

A educação, o povo e o desperdício de dinheiro público

Muito se fala da corrupção no Brasil, mas o que ninguém lembra é que o político um dia fez parte do povo e se observarmos um pouco o povo nas ruas veremos a falta de consciência no trânsito, em vagas para idosos e deficientes, o vandalismo com o patrimônio público. Isso também é um tipo de corrupção. Tudo o que é público é de todos, todos pagaram com impostos, mas parece que isso não faz parte da mentalidade de grande parte do povo brasileiro.
Vemos nas escolas públicas a falta de educação de nossas crianças e adolescentes desde o simples tom de voz até o desrespeito com colegas, funcionários e docentes.
No Estado de São Paulo o material escolar é gratuito, distribuído a todos, contudo se vê muitos adolescentes, por nada, quebrando lápis e réguas dizendo que aquilo não é deles, é do governo. Ora aquilo foi pago com dinheiro público e então isso seria desperdício de dinheiro público, usar o dinheiro público para o que não interessa como fazem os corruptos. O mesmo acontece com pessoas que recebem o Bolsa Família e com ela acabam comprando coisas supérfluas como celulares e carros.
Indo ainda mais longe, é fácil  notar muitas leis sendo desrespeitadas em benefício próprio.
Obviamente que isso só vai mudar quando a mentalidade mudar, daí teremos pessoas sem índole de corruptas, de querer ganhar sempre chegando à política.
A educação de casa precisa mudar para que realmente tenhamos jovens de boa moral, que cheguem à escola para fazer o que realmente é importante fazer, que tenham vontade de estudar e mudar o país. Enquanto isso não acontece, o desperdício do dinheiro público continuará em todas as esferas.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Escolarização X educação

Todos aprendemos. Aprendemos a falar, a andar, a conviver em sociedade. Tudo isso acontece no seio da família e é chamado de educação.

Depois de um certo tempo começamos a frequentar a escola e temos contato com diversos tipos de conhecimentos científicos, sobre a nossa língua, a nossa história, o nosso meio, o mundo em que vivemos. Isso é chamado de escolarização.

Há, assim, uma grande diferença entre educação e escolarização. Se a criança não tem a educação que vem de casa, ela não convive na escola e não se escolariza.

A escola é justamente mais um lugar de convivência, um lugar de descobertas científicas que abrem janelas para um universo bem maior além de preparar para a vida acadêmica e para o trabalho.
Educadores são os pais, a família que ensina a moral. Professores são profissionais formados que ensinam a criança a buscar o conhecimento, a obter esse conhecimento e a usar esse conhecimento em sua vida.

Talvez por isso houve uma época em que os alunos de Pedagogia da USP usassem uma camiseta onde estava escrito: “Educador não. Professor sim”.

Está nas leis brasileiras a responsabilidade da família por educar. Não adianta querer passar esse papel para a escola. São papéis diferentes e sem a educação de casa a escola não funciona. O aluno não aprende.

domingo, 10 de janeiro de 2016

São as pequenas coisas que valem mais

Hoje vivemos em um mundo capitalista, onde o mais importante é ter coisas materiais, como a melhor casa, o melhor carro, o melhor celular. Isso gera um consumismo que certamente não é ambientalmente correto.
É incrível que, mesmo em termos de diversão, de viagem, o que vale é o mais pomposo, mais caro. E lugares bonitos, simples, com cultura e natureza muitas vezes não são explorados. Parece que a grama do vizinho é sempre mais verde do que a nossa e buscamos coisas longe de nós para visitar, lugares para viajar. Sendo que, muitas vezes, não damos valor às nossas próprias cidades, aos nossos próprios estados. Deveríamos ter orgulho do que é nosso e mostrar um pouco disso. No Estado de São Paulo, por exemplo, temos belas praias, belos rios, montanhas, cachoeiras, cavernas, águas termais, muitos museus, história e com certeza muitos paulistas não conhecem nem metade disso. E isso também serve para outros estados, claro, pessoas que mal conhecem suas próprias cidades e seus próprios estados.
Por que não, assim, conhecer e desfrutar o que há próximo de nós? Sem dinheiro? É preferível morar numa casa aconchegante e não num castelo, ter um celular que apenas faça o que precisamos e idem a um carro e desfrutar de viagens, pois, viajar é um patrimônio que fica para sempre e não pode ser roubado. Comecemos então a conhecer tudo o que podemos, a começar pelo o que é nosso, o nosso orgulho onde vivemos.