terça-feira, 30 de agosto de 2016

Comprar, comprar até o sol apagar

Maria Antonieta




A MARIA ANTONIETA TROPICAL
NÃO ENTENDE GRANDE COISA MAIS NÃO FAZ MAL
UM CARRO NOVO E UMA CASA MAIOR
FAZ ELA ACREDITAR SER ALGUÉM MELHOR
ELA É SÓ UMA GAROTA MIMADA
COM AS ROUPAS CERTAS E AS IDÉIAS ERRADAS
UM GRANDE E RELUZENTE DIAMANTE
FAZ SEU CORAÇÃO PARAR POR UM INSTANTE
MIAMI É A TERRA PROMETIDA
TER SEMPRE MAIS DÁ SENTIDO À SUA VIDA
COMPRAR, COMPRAR
ATÉ O SOL APAGAR
COMPRAR, COMPRAR
VAI GASTAR DINHEIRO
ATÉ DESMAIAR
SUA PELE É PERFEITA, TUDO NO LUGAR
ELA QUER SER ELEITA A MAIS BONITA E POPULAR
NADA DE BEBIDAS, NADA DE FUMO
A SUA DROGA FAVORITA É MESMO O CONSUMO
ELA OLHA EM VOLTA MAS NÃO VÊ POBREZA
QUE OS OUTROS COMAM O QUE SOBRAR DE SUA MESA
UMA GRANDE MONTANHA DE RUBIS
É O SEU SONHO O QUE ELA SEMPRE QUIS
AS LOJAS DA CIDADE SÃO A TERRA PROMETIDA
TER SEMPRE MAIS DÁ SENTIDO À SUA VIDA
COMPRAR, COMPRAR
ATÉ O SOL APAGAR
COMPRAR, COMPRAR
VAI GASTAR DINHEIRO
ATÉ DESMAIAR
A NOSSA PRINCESA TROPICAL
DORMIU E PERDEU UMA HISTÓRIA VITAL
TALVEZ FOSSE BOM LHE CONTAR O FIM
DA MARIA ANTONIETA ORIGINAL
DA SORTE É MELHOR NÃO ABUSAR
É BOM MANTER A CABEÇA NO LUGAR
SILICONE, COLUNA SOCIAL
DARIA SUA VIDA PRÁ SAIR NO JORNAL
CINCO ESTRELAS, ESTAR NA TV
ELA SE ACHA MELHOR DO QUE VOCÊ


Essa música reflete bem o problema do consumismo hoje em dia, as pessoas parecem só se sentem bem quando compraram e o pior é quando isso se torna um vício, uma doença.

Possuir roupas de marca, roupas caras, os melhores carros, casas, tênis. Não se pensa o quanto o consumismo faz mal à pessoa e também ao meios ambiente, pois, quanto mais consumimos mais lixo se acumula, mais água é preciso para fabricar produtos.

Um vida mais simples talvez fique mais longe também da inveja e de uma felicidade que não é real. O que faz um ser humano feliz nunca teve preço e nunca terá. E há muitas coisas que o dinheiro não pode comprar.

Quem sabe um dia o ser humano invista mais em saúde e consiga descobrir as curas de doenças que há tempos são incuráveis.

Estudos dizem que as pessoas que compram demais, que se preocupam tanto com marcas também tratam amizades e relacionamentos como descartáveis, tudo se torna descartável para elas.

É algo preocupante que está intrínseco na sociedade moderna e que requer muita atenção e cuidado. 

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O mundo e seus mundos




Vivemos num mundo onde ser igual é normal e der diferente é estranho. E isso não apenas em relação a deficiência física,  raça ou orientação sexual, mas a muitas outras coisas também.

No mundo ocidental parece ser obrigatório casar, gerar filhos, ser cristão e carnívoro como se fosse normal ser assim e anormal não ser. Um vegano, por exemplo, é visto como quase uma pessoa de outro planeta por não consumir qualquer coisa de origem animal.

O que parece que não se entende é que há pessoas que não gostam de quiabo, chuchu ou jilo assim como há pessoas que não gostam de carne vermelha,  frutos do mar ou frango. Tudo uma questão de gosto, apenas isso.

Da mesma forma como parece não haver entendimento quanto ao fato de nem todos acreditarem no mesmo deus, em um único deus ou simplesmente acreditar em outras coisas que não estão ligadas à região. Questão de vivência, de ponto de vista.

Um casal que optou por simplesmente não querer ter filhos ou não querer gera-los também é julgado mesmo que silenciosamente. Há pessoas que não nasceram para ser pais, e com certeza isso não deve ser forçado pelo próprio bem da criança. Assim como há mulheres que não possuem fisiologia para gerar um filho, contudo, se dispõe a adotar uma criança às vezes até mais velha e se dão muito bem com isso.

Enfim, não é questão de ter todos que serem iguais, com os mesmos gostos e nem de ser radical quando se é visto como diferente. É uma questão de haver iguais e diferentes para que haja um equilíbrio de tudo.



terça-feira, 16 de agosto de 2016

O que aprendemos com as olimpíadas




A Olimpíada no Brasil está acabando e começamos a pensar em tudo o que aconteceu, entre coisas boas e coisas ruins.

Dois alemães mortos em acidente de táxi, uma câmera que caiu e feriu sete pessoas, ônibus com jornalistas estrangeiros que foi apedrejado, carro da patrulha nacional fuzilado com tiros em favela, piscina verde, falta de comida ao público no primeiro dia e de organização na entrada dos jogos. Tudo resolvido, ou quase, no caso dos crimes não. Trens e metrôs andando bem, pessoas felizes, 3 medalhas na ginástica artística masculina, ouro no judô, ouro no salto com vara, bronze na natação em mar aberto e no judô, entre outras medalhas. A ginástica artística entre as seis melhores do mundo. O futebol masculino que começou mal...


Enfim, a olimpíada ainda não acabou, porém, muito já aconteceu. Os estrangeiros foram bem recebidos, o Rio ficará com o legado com tantas coisas boas e o Brasil com medalhas. Contudo a Olimpíada é no Brasil e, por isso, o dinheiro investido deveria ser revertido também em coisas boas para o Brasil todo, em todas as regiões e não só para o Rio. Os atletas que ganharam medalhas suaram muito a camisa para chegar onde chegaram, alguns anteriormente chegaram até a desistir do esporte. Faltou incentivo ao esporte brasileiro. É preciso pensar que é um absurdo jogadores de futebol ganharem milhões e irem jogar fora enquanto outros atletas se matam por aqui em outros esportes. Não somos o país do futebol, somos o país do judô, da ginástica artística, do salto com vara, do vôlei de quadra e praia que tem nos dado muito orgulho. Somos um país que precisa investir na educação, na saúde, na segurança e no esporte.