terça-feira, 25 de outubro de 2016

Uma profissão desvalorizada pela própria sociedade...




Há 10 dias comemorou-se o dia do professor no Brasil. Mas o que é realmente ser professor? Hoje essa é uma das profissões mais desvalorizadas no país, não apenas pelos baixos salários e más condições de trabalho, mas também, pela desvalorização da própria sociedade que parece entender que qualquer um pode ser professor, o que não é verdade.
A própria LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) prevê que professor é aquele que tem uma licenciatura, e assim, pode lecionar em escolas regulares. E é algo muito importante pois, há um conjunto de saberes necessários ao trabalho docente que não pode simplesmente ser ignorado, é preciso que se reconheça que há um conhecimento específico para essa profissão assim como há para outras profissões.
Formar bons professores, valorizá-los, melhorar suas condições de trabalho e ainda saber que há sim faculdade que formam mestres e que são faculdades tão importantes como as outras é o que o Brasil precisa fazer para melhor seus índices de educação.

Faço das minhas palavras todas as palavras que estão em: http://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2015/10/15/e-dificil-achar-bons-professores-mas-quase-ninguem-quer-lecionar.htm

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

A tal reforma do ensino médio...



Muito tem se falado na reforma do Ensino Médio no Brasil e agora ainda mais depois da medida provisória do governo federal que muda muitas coisas nesse ensino, inclusive a carga horária que passaria de 800 para 1200 horas tornando o Ensino Médio como integral. Mas, o que se esquece é que muitos jovens começam a trabalhar aos 14 anos como aprendizes e depois aos 16 entram no mercado de trabalho. O que seria desses jovens? Não se pode simplesmente obrigar que jovens passem o dia todo na escola, não se pode  obrigar que todas as escolas que têm Ensino Médio virem escola de tempo integral sendo que precisam atender também a demanda ao Fundamental II e não possuem estrutura para um ensino integral.

Isso certamente não resolveria o problema, seria apenas como podar os galhos de uma árvore doente, é preciso cortar o mal pela raiz e esse mal está na sociedade, nas famílias que já não acompanham suas crianças no estudos e nem que as incentivam para tal. Além disso, é preciso dar opções de estudos, de outros tipos de estudo, pois, muitos não nasceram para carreiras mais acadêmicas e sim, para carreiras mais práticas. Por que não criar boas oficinas de padaria, marcenaria dentre outros serviços? Por que não aumentar a oferta de cursos técnicos que vão além da área de exatas? Com isso teríamos também bons trabalhadores, qualificados e se daí o adolescente se interessasse em continuar estudando ele poderia tranquilamente.

E, por fim, a formação e valorização docente também deveria mudar. Uma faculdade de pedagogia ou licenciatura deveria ter 5 anos e não apenas 3 como muitas têm. Sendo que as melhores tem 4.
Deveriam trabalhar na educação realmente só os profissionais formados e qualificados para isso, assim como acontece em áreas como engenharia, direito, etc. . Estamos falando de trabalhar com seres humanos, em forma-los e isso é muito sério.

Muito no Brasil precisa ser mudado, não é uma medida provisória sem nexo que resolverá o problema é não adianta se espelhar na educação de outros países, é preciso se espelhar na nossa realidade.


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Os dois lados da moeda



Nesse último domingo aconteceram as eleições municipais no Brasil.

Segundo foi mostrado na televisão, muitos lugares tiveram uma votação mais limpa, sem tantos "santinhos" no chão, mas, em outros a sujeira era demasiada, praticamente um chão branco de tanto papel. Algumas pessoas também foram presas por praticarem a chamada "boca de urna".

De um lado vemos um governo corrupto que quer se eleger a todo custo apenas para alcançar o poder e a riqueza, por outro lado, vemos um povo que não sabe respeitar a democracia cometendo crimes eleitorais e ainda não tem respeito pelo próprio espaço jogando tanto lixo nas ruas.

Isso nos faz pensar que, muita coisa em relação à política precisa ser mudada, porém, a mentalidade de muitos brasileiros também precisa ser mudada.

É como mais ou menos acontece na educação. Diz-se que os governos não investem em educação, o que claramente é verdade, mas, os que trabalham em escolas públicas, principalmente estaduais, sabem que o alunado não dá valor ao que lhes é oferecido, destruindo material didático que lhes é ofertado, praticando o vandalismo e o desrespeito para com funcionários e docentes.

Enfim, isso nos faz concluir que, estamos numa grande balança que tende a cair dos dois lados.
É preciso que os dois lados melhorem para que haja um equilíbrio positivo.