domingo, 27 de novembro de 2016

Violências e soluções




Há uma música da banda oitentista Legião Urbana que diz: “a violência é tão fascinante” e outra que diz “a violência é vizinha da maldade”. Há vinte anos se falava já tanto sobre violência, de uma possível fascinação que o ser humano possa ter por ela e que ela estaria ligada à maldade. São coisas muito interessantes para se pensar.

Sabe-se que violência gera violência e talvez essa seja a melhor resposta também para a violência escolar que acontece em grande parte em escolas públicas que estão muitas vezes inseridas em áreas de risco e com uma clientela vulnerável talvez que sofre de violência doméstica. Então, estudantes que sofrem desse tipo de violência em casa acabam trazendo isso para a escola onde se gera mais violência.

Obviamente que, em outros casos, também acontece de os pais não saberem impor limites aos seus filhos e eles pensarem que podem fazer tudo o que quiserem.


Enfim, o que se deve mudar não é uma coisa ou outra na escola apenas, são as famílias, a base desses alunos, é preciso acabar com a violência doméstica, é preciso ensinar as famílias que a educação dada aos seus filhos influencia na escola e com certeza na sociedade. Isso não é fácil e nem é papel da escola, isso deveria ser feito com Assistentes Sociais dentro da escola, dentro da casa dessas famílias. Hoje algumas ONGs já tentam fazer isso, mas é preciso ir muito mais além. O que se espera é que a lei federal que obriga que a presença de Assistentes Sociais nas escolas seja obrigatória finalmente seja votada e sancionada.

domingo, 6 de novembro de 2016

O direito de um e o direito do outro




Nesse final de semana milhares de estudantes no Brasil inteiro estão prestando a prova do ENEM como acontece todos os anos. Porém, esse ano algo está diferente: haverá dois finais de semana para a aplicação da prova, uma agora e outra em Dezembro, pois, muitas escolas estão ocupadas por estudantes que protestam contra a nova PEC do governo federal e contra a reforma do Ensino Médio proposta pelo MEC.

Dois tipos de provas significam, com certeza muito mais gastos e muitas pessoas entendem que gastando mais talvez o governo queira lucrar mais. Num país com tanta corrupção não é difícil acreditar nisso. Por que não tirar os estudantes de escolas ocupadas que estão tirando o direito de outros de aprender e de prestar uma prova tão importante para o ingresso em uma universidade?


Sim, há o direito a protestos, a ditadura terminou na década de 80, mas por lei a também, o direito ao estudo. Então, os protestos deveriam continuar sim, contudo sem prejudicar outros, porque do que adianta protestar e prejudicar outros. Puro egoísmo. As duas coisas podem acontecer e assim certamente deveria ser ainda mais em um país onde a educação é uma das piores do mundo.