domingo, 30 de julho de 2017

Deveria ser o que realmente queremos ser




Atualmente se fala muito sobre trans-sexual, bissexual, lésbicas, gays, travestis. Enquanto muito são contra outros tantos não têm nada contra.

A medicina aparece para dizer que é de nascença, ou seja, a pessoa já nasce com uma determinada orientação sexual, já muitos evangélicos tratam como doença. O que será que faz uma pessoa não aceitar seu próprio corpo? O que faz com que ela goste de pessoas do mesmo sexo que ela ou dos dois gêneros.

Realmente gênero e sexo muitas vezes confunde a cabeças das pessoas, mas o gênero, é masculino ou feminino (biológico) e o sexo é a orientação sexual. Fica complicado de entender que uma mulher quer ter corpo de homem, mas, ela não é lésbica, é homem. Que um homem aceita seu corpo, mas tem uma mulher no coração e na alma.
Quanta coisa mudou em tão pouco tempo e não foi só tecnologicamente dizendo, porém, no comportamento humano também. Será que a sociedade está mais aberta? As pessoas estão diferentes?

As ciências sociais costumam afirmar que o homem é produto do meio e ele transforma o meio. Claro que isso não quer dizer que se a pessoa nascer em uma família de lésbica, será lésbica. Contudo, vivemos numa sociedade construída por seres humanos e ondes esses seres humanos vivem. Regras são impostas, papeis são impostos.
Uma menina, por exemplo, a infância toda vai ganhar boneca de presente, brincar de casinha, sonhar com histórias de princesas, será ensinada a gostar de bijuterias, cosméticos, vestidos, bolsas, salto alto... já um menino vai brincar de casinha e será ensinado a gostar de futebol, de cerveja, de carros. Tudo isso é apenas a sociedade moldando seus indivíduos do modo como ela acha certo.

Estamos no século XXI e ainda vemos anúncios publicitários na TV com mulheres cuidando da casa e dos filhos e às vezes até propagandas políticas falando de feminismo, mas, dizendo que a mulher tem jornada dupla ou tripla. Isso só demonstra que a mulher ainda é vista como a progenitora, a cuidadora e que simplesmente foi trabalhar fora. Como se alguns desses papéis coubessem só a ela e ela mesma acredita nisso e acaba não mudando, pois, a sociedade é moldada ainda assim.

Então, numa sociedade assim, quem não se encaixa nesses padrões certamente irá querer algo diferente, um corpo, uma mente, uma alma, porque assim poderá fazer o que realmente acha certo de fazer independentemente de gênero. Ora, homem já usa brinco, colar, anel, há muitos homens vaidosos que frequentam barbearia, há muitas mulheres motoristas, policiais, lutadoras de MMA e que preferem um jeans, um tênis e uma camiseta ao invés de um vestido. Os escoceses usam saia sem problemas.


Enfim, ser vaidoso, gostar de cuidar da própria casa e dos próprios filhos, não é coisa só para mulheres, não gostar de salto, bolsa, vestido maquiagem ou shopping, gostar de futebol e carro, não é só para homens. Se queremos realmente uma sociedade com igualdade de gênero precisamos pensar nisso e, quem sabe assim, as pessoas vão se sentir mais livres e não brigarão mais com sua própria natureza.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Caminho contrário




A Finlândia que possui um dos melhores sistemas de ensino do mundo, , diferente do Brasil, não deixa seus jovens muito tempo na escola e não existe educação privada, apenas pública e de qualidade.

A carreira de professor é tão valorizada que chega a ser concorrida que as tradicionais medicina, direito e arquitetura.

Um professor finlandês ganha muito bem, contudo, precisa ter o grau mínimo de mestrado.
Isso nem sempre foi assim. Até meados do século passado ele era um país pobre que resolveu investir em educação.

O Brasil parece caminhar para o caminho oposto, as faculdades de licenciatura estão cada vez mais vazias, o professor é cada vez mais desvalorizado e não há uma preocupação com sua formação, o que faz com que encontremos leigos trabalhando na área.
Além de não haver uma preocupação com políticas públicas que integrem responsabilidades familiares com educação formal, o que faz com que escolas se tornem cada vez mais “depósitos” de crianças e adolescentes onde há “babás” com formação universitária para cuidar deles.

Obviamente que cada país e um país e não se pode comparar um povo a outro pelas formações históricas e sociais serem diferentes, porém, é preciso mudar e é possível se fazer essa mudança, desde que governo e povo caminhem juntos.
Assim, o povo e os políticos brasileiros têm muito a aprender com os finlandeses, pelo menos no modo como dão tal importância à educação.